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Terapia assistida por animais: Benefícios e Responsabilidades

3 meses atrás 63

9 benefícios da terapia assistida por animais

A Terapia Assistida Por Animais (TAA) envolve cães e outros animais como facilitadores em tratamentos psicológicos ou físicos. Os animais constituem um instrumento eficaz para romper possíveis barreiras entre terapeutas e pacientes, sobretudo crianças.

Nas sessões desenvolvidas por uma equipe interdisciplinar, pode haver interação entre um ou mais pacientes, e um ou vários animais, conectados através de um terapeuta. No entanto, quando é aconselhável recorrer a esse tipo de tratamento?

Em que casos recorrer à TAA com cães

Os campos em que os cães podem atuar como facilitadores são variados. Eles podem ajudar a evitar o bullying, faltas escolares e problemas de comportamento, além de promover a leitura e o desenvolvimento das habilidades sociais, ensinar sobre responsabilidade, reforçar a autoestima, e como apoio em casos de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e autismo.

As terapias com animais facilitam e expressão das emoções (o que nem sempre ocorre com a intervenção dos terapeutas), a sensibilidade, o amor sem apego, o compartilhamento de experiências e pertences, o desenvolvimento sócio-emocional e o reforço lógico-matemático, entre outros.

O cão na dinâmica de trabalho

Para cada situação, são sugeridas diversas dinâmicas com pacientes e terapeutas, com a assistência dos animais. Por exemplo, no caso de uma criança autista, a comunicação verbal que um animal exige é consideravelmente inferior à de um ser humano. Um exemplo é ensinar a criança a dar ordens simples ao cachorro, como sentar e levantar. O fato de o animal obedecer com um comando simples permite que a criança mude os papéis habituais e aprenda a exercer algum controle sobre seu entorno.

As crianças com problemas comportamentais que tendem a desvalorizar amigos, pais e outros adultos para justificar o próprio comportamento agressivo costumam perceber os animais e sua participação na terapia de forma positiva, facilitando a cooperação e o progresso do tratamento.

Benefícios do trabalho com animais

Embora ainda não exista uma forma de quantificar os resultados das TAAs, existem evidências suficientes que comprovam os efeitos positivos do contato com animais:

– Ajuda a criança a entrar em contato com a realidade e a focalizar a atenção.

– Favorece estados de ânimo positivos, tanto de pacientes como de terapeutas, auxiliando a superar a depressão.

– Aumenta a colaboração entre pacientes e terapeutas.

– Estimula o contato social e gera temas de conversação. Pessoas que evitam o contato físico costumam acariciar os cães com prazer, satisfazendo essa necessidade universal.

– Incentiva as diferentes modalidades de tratamento. Por exemplo, crianças com paralisia cerebral precisam se exercitar, e o fazem com mais prazer com a participação de um cachorro.

– Ajuda pacientes com certas enfermidades a sair do egocentrismo, estimulando a empatia, a aceitação e a confiança mútua.

– Os cães abrem um canal de comunicação emocionalmente seguro com as crianças, que não se sentem julgadas.

– Ensina a responsabilidade e reforça a autoestima, sobretudo quando a criança ajuda a cuidar do cão.

– Estimula a diversão e a brincadeira, uma distração positiva que ajuda a diminuir a sensação de isolamento.

TAA como complemento do tratamento

Segundo Javier Boracchia, psicólogo social e educador canino, a terapia com animais pode ser um recurso muito valioso para um trabalho interdisciplinar, mas não substitui o tratamento convencional, apenas o complementa.

Sem dúvida, o trabalho com animais potencializa a aprendizagem. Os cães modificam o ambiente educativo e terapêutico, facilitando a conquista de objetivos, melhorando a qualidade de vida e a integração social das crianças com dificuldades.

Texto originalmente publicado em Discovery Kids.

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Terapia assistida por animais: Benefícios e Responsabilidades

Terapia assistida por animais: Benefícios e Responsabilidades

VETERINARIA

A Terapia Assistida por Animais (TAA), também conhecida por pet terapia, zooterapia ou terapia facilitada por animais (GARCIA & BOTOMÉ, 2008), é uma prática realizada por profissionais da área de saúde, com o objetivo de promover o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e social dos pacientes (DOTTI, 2005; MORALES, 2005). Não se trata de uma prática para substituir terapias e tratamentos convencionais, mas um complemento, uma nova linha de pesquisa em atenção à diversidade, para melhorar a qualidade de vida de pessoas comumente ignoradas pela sociedade, como no caso de pacientes com deficiências físicas, sensoriais, mentais e motoras, além daqueles que se encontram nos centros penitenciários (ABELLÁN, 2009).

A TAA tem sido eficaz para diferentes deficiências e problemas de desenvolvimento, como paralisia cerebral; desordens neurológicas, ortopédicas e posturais; comprometimentos mentais como a Síndrome de Down, ou sociais, como os distúrbios de comportamento, autismo, esquizofrenia e psicoses; comprometimentos emocionais, deficiências visual e/ou auditiva, distúrbio de atenção, de aprendizagem, de percepção, de comunicação e de linguagem, de hiperatividade, além de problemas como insônia e estresse (DOTTI, 2005). O trabalho exige uma equipe multidisciplinar, composta por médicos veterinários, psicólogos, médicos, enfermeiros, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais, capacitados para escolher o método adequado, acompanhar as atividades e o bem-estar dos animais e dos pacientes (SAN JOAQUÍN, 2002).

Durante a TAA há produção e liberação do hormônio endorfina no corpo do paciente, o que resulta sensação de bem-estar e relaxamento, assim como diminuição na pressão arterial e no nível do hormônio cortisol (DOTTI, 2005). Os benefícios nos pacientes podem ser físicos e mentais, pela inibição da dor e estímulo à memória, assim como sociais, pela oportunidade de comunicação, sensação de segurança, socialização, motivação, aprendizagem e confiança, além de diminuir a solidão e a ansiedade; recuperar a autoestima, desenvolver sentimentos de compaixão e estimular a prática de exercícios (SAN JOAQUÍN, 2002; MORALES, 2005).

Cães são os animais mais utilizados para as práticas de TAA devido a sua sociabilidade, fácil adestramento e maior aceitação por parte das pessoas (MORALES, 2005), no entanto, diferentes espécies podem ser utilizadas, como: gatos, coelhos, tartarugas, cavalos, hamsters, golfinhos e aves, animais exóticos como iguanas e escargots (MARTINS, 2004) e animais de fazenda (BERGET & BRAASTAD, 2011).

A utilização de animais na terapia exige algumas precauções, como a prevenção da disseminação de doenças, principalmente as zoonoses, feita pelo controle periódico da saúde dos animais, realizado pelo médico veterinário; evitar agressões por mordeduras e arranhaduras promovendo programas de socialização para crianças e adultos, com a difusão de conhecimento sobre o comportamento da espécie animal que fará parte do programa; detectar possíveis alergias, fobias e aversões causadas pelo contato com animais (MORALES, 2005; ABELLÁN, 2009), o que pode culminar no afastamento do animal da terapia.

No Brasil, apesar dos poucos estudos realizados sobre o tema, a utilização de animais na terapia e o interesse da prática por profissionais de saúde têm aumentado, no entanto, a falta de regulamentação da prática limita a sua aplicação em alguns ambientes, como clínicas e hospitais. Sobre este assunto, o Projeto de Lei N° 4.455 de 2012 (BRASIL, 2012a), dispõe sobre o uso da TAA nos hospitais públicos, conveniados e cadastrados no Sistema Único de Saúde – SUS e, o Projeto de Lei N° 264 de 2012 (BRASIL, 2012b), dispõe sobre a prática da Equoterapia.

No caso da equoterapia, o cavalo deverá apresentar boa saúde, ser submetido a inspeções veterinárias regulares e ser mantido em instalações apropriadas. Centros de equoterapia poderão operar somente mediante alvará da vigilância sanitária e de acordo com normas previstas em regulamento (BRASIL, 2012b), o que deverá se estender para outras espécies animais. Diversos estudos evidenciam benefícios da TAA para os pacientes e a crescente motivação dos profissionais de saúde para a adoção da prática, mas cabe ressaltar que a saúde e o bem-estar dos animais que participam das práticas devem ser preservados, e para isso, a presença do médico veterinário na equipe torna-se fundamental, assim como a regulamentação da prática.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABELLÁN, R.M. Atención a la diversidade y terapia assistida por animales. Revista Educación Inclusiva, v.2, n.3, p.111-133, 2009.

BERGET, B.; BRAASTAD, B.O. Animal-assisted therapy with farm animals for persons with psychiatric disorders. Annali dell´Istituto Superiore di Sanità, v.47, n.4, p.384-390, 2011.

BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei N° 4.455 de 2012. Dispõe sobre o uso da Terapia Assistida por Animais (TAA) nos hospitais públicos, conveniados e cadastrados no Sistema Único de Saúde – SUS. 2012a. Disponível em: <http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=0F2E6AEB58C343DCDF84E6F195BD5852.node2?codteor=1030955&filename=Avulso+-PL+4455/2012>. 2012a. Acesso em: 03/01/2014.

BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei N° 4.761 de 2012. Dispõe sobre a prática da equoterapia. 2012b. Disponível em: <http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=2561395EF52972B82B63FD5053BAAB2D.node1?codteor=1053702&filename=Avulso+-PL+4761/2012>. 2012b. Acesso em: 10/01/2014.

DOTTI, J. Terapia & Animais. São Paulo: Noética, 2005. 294p.

GARCIA, M.P.; BOTOMÉ, S.P. Da domesticação à terapia: o uso de animais para fins terapêuticos. Interação em Psicologia, v.12, n.1, p.165-167, 2008.

MARTINS, M.F. Zooterapia ou Terapia Assistida por Animais (TAA). Revista Nosso Clínico, v.40, p.24-26, 2004.

MORALES, L.J. Visita terapéutica de mascotas em hospitales. Revista Chilena Infectología, v.22, n.3, p.257-263, 2005.

SAN JOAQUÍN, M.P.Z. Terapia asistida por animales de compañía. Bienestar para el ser humano. Temas de Hoy, p.143-149, 2002.

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